A transformação digital da indústria brasileira acaba de ganhar um novo marco regulatório. O Inmetro publicou a Portaria nº 171/2026, que institui o Programa de Classificação da Maturidade da Indústria 4.0, estabelecendo um padrão nacional para avaliar o nível de digitalização das organizações produtivas.
A iniciativa surge a partir de uma demanda do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), especialmente no contexto das políticas industriais voltadas à Zona Franca de Manaus. Com base no Decreto nº 10.521/2020, passou a ser necessário mensurar o nível de maturidade digital das empresas como critério para enquadramento de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).
Até então, um dos principais desafios enfrentados pelas indústrias brasileiras era a ausência de uma referência nacional clara e aplicável. Modelos internacionais, muitas vezes, não refletiam a realidade local, dificultando diagnósticos precisos e decisões estratégicas.
Com o novo programa, esse cenário começa a mudar.
Um modelo estruturado para medir a transformação digital
O Programa de Classificação da Maturidade da Indústria 4.0 foi desenvolvido com base em critérios técnicos e estruturado em três eixos principais:
- Processo
- Tecnologia
- Organização
Essa abordagem permite uma avaliação mais completa da operação industrial, considerando não apenas a adoção de tecnologias, mas também a capacidade da empresa de integrá-las aos seus processos e à sua estrutura organizacional.
Outro ponto relevante é a criação de um índice numérico de maturidade, que possibilita acompanhar a evolução da empresa ao longo do tempo. Isso transforma a digitalização em algo mensurável, comparável e, principalmente, gerenciável.
Transparência e padronização como pilares
O modelo proposto pelo Inmetro prevê a utilização de questionários padronizados e evidências objetivas, garantindo maior confiabilidade nos resultados. Além disso, a metodologia é pública e acessível, o que amplia a transparência e permite comparações entre diferentes setores e organizações.
A certificação poderá ser realizada tanto pelo próprio Inmetro quanto por organismos acreditados, aumentando o alcance e a capilaridade do programa.
Mais do que uma ferramenta de avaliação, trata-se de um instrumento estratégico que fortalece a tomada de decisão, tanto no âmbito empresarial quanto nas políticas públicas.
Alinhamento com a Nova Indústria Brasil
O programa também está diretamente alinhado à Nova Indústria Brasil (NIB), política federal que estabelece diretrizes para o desenvolvimento industrial até 2033. Entre as suas prioridades, está a ampliação da digitalização da indústria nacional.
Nesse contexto, a criação de um modelo nacional de classificação de maturidade contribui para orientar investimentos, definir prioridades e acelerar a adoção de tecnologias digitais com base em dados concretos.
Medir é evoluir
A partir desse novo cenário, medir o nível de maturidade digital deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser uma necessidade estratégica.
Sem dados confiáveis, não há diagnóstico preciso.
Sem diagnóstico, não há evolução consistente.
É exatamente nesse ponto que muitas indústrias enfrentam dificuldades. A ausência de monitoramento em tempo real, a dependência de controles manuais e a falta de integração entre áreas comprometem a qualidade das informações e, consequentemente, a capacidade de tomada de decisão.
O papel do MGPRO na jornada da Indústria 4.0
O Ecossistema MGPRO atua diretamente nos pilares que sustentam a maturidade industrial.
Por meio do monitoramento em tempo real, da padronização de dados e da integração entre processos, tecnologia e gestão, o MGPRO permite que a indústria tenha uma visão clara, confiável e contínua da sua operação.
Isso não apenas facilita a medição da maturidade, como também acelera a sua evolução.
Em um cenário onde a competitividade está cada vez mais associada à capacidade de analisar e agir com base em dados, soluções como o MGPRO deixam de ser um diferencial e passam a ser parte essencial da estratégia industrial.
A indústria brasileira entra em uma nova fase.
E, agora, mais do que nunca, quem mede melhor, evolui mais rápido.

